Trabalhadores do setor aéreo fazem protesto e atrasam voos

 

Aeronautas e aeroviários reunidos em frente ao embarque doméstico do Aeroporto JK (Foto: G1/Reprodução)

Por aumento de salários, os trabalhadores do setor aéreo fizeram protesto na manhã desta quinta-feira (22) em aeroportos brasileiros, causando atraso em voos. Às 10h20, dos 760 voos domésticos programados, 148 (19,5% do total) estavam atrasados e 66 (8,7%) foram cancelados, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

De acordo com o sindicato dos aeroviários, às 15h será realizada uma assembleia para definir se a greve deve ser estendida para o dia seguinte ou se vai haver uma suspensão temporária.

O ato que teve início nesta quinta-feira é organizado pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários (trabalhadores de companhias aéreas não incluindo os aeronautas), que anunciou ter entrado em greve nesta quinta-feira, às 6h, e pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (pilotos e equipes que embarcam), que marcou a suspensão de todas as decolagens entre as 6h e 7h. Ambos pedem reajustes salarias, entre outros itens.

Entre os pedidos dos aeroviários estão reajuste de 8,5% nos salários e criação de um piso para profissionais de check-in. Os aeronautas reivindicam “escalas que gerenciem o risco de fadiga, folgas que proporcionem vida social normal e ganho salarial real”.

Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que está mobilizada desde as 5h, monitorando a situação da malha aérea e os eventuais impactos nas operações. A agência informou que fiscalizará a prestação de assistência aos passageiros pelas companhias aéreas.

“Caso o passageiro se sinta prejudicado ou tenha seus direitos desrespeitados, deve procurar a empresa aérea contratada para reivindicar seus direitos como consumidor. Se as tentativas de solução do problema pela empresa não apresentarem resultado, o usuário poderá encaminhar a demanda à Anac, aos órgãos de defesa do consumidor e ao Poder Judiciário.” O descumprimento à resolução pode gerar multa de R$ 4 mil a R$ 10 mil por infração, por passageiro, segundo a agência.

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