Marinha admite ter destelhado casa de quilombola e abre inquérito para apurar o ocorrido

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A Marinha do Brasil informou, por meio de nota, nesta sexta-feira (31), que a casa que os moradores do quilombo Rio dos Macacos acusaram ter sido destruída por oficiais do órgão era uma construção irregular. A residência, diz o texto, estava desocupada e foi destelhada como “modo a evitar mais uma ocupação indevida”. O Comando do 2º Distrito Naval informou, ainda, que outra residência – com moradores – também foi identificada como irregular durante vistoria de rotina. A incorreção estaria no fato de a construção das casas, no Tombo da Vila Naval da Barragem (Complexo Naval de Aratu), descumprir decisão judicial. Conforme a nota, a 10ª Vara Federal, no curso da ação reivindicatória proposta pela Procuradoria da União no Estado da Bahia, determinou reintegração de posse do terreno e a interrupção de qualquer construção na área. A Marinha afirmou não ter feito nada em relação à construção habitada e ordenou a recolocação do telhado da casa desocupada. Com o intuito de esclarecer a questão, foi determinada a abertura de uma sindicância para apurar o ocorrido.

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