FUTURO MINISTRO DA JUSTIÇA CONCEDE ENTRVISTA

Em entrevista na sede da Justiça Federal em Curitiba, Moro afirmou que pretende “avançar na pauta do enfrentamento não apenas à corrupção como ao crime organizado”.

“Pretendo utilizar forças-tarefas não só contra esquema de corrupção, mas contra o crime organizado. Nova York, na década de 1980, combateu cinco famílias poderosas por meio da criação de forças-tarefas. O FBI, em conjunto com as Promotorias locais ou federais, logrou desmantelar organizações. Embora elas não tenham deixado de existir, têm uma força muito menor que no passado.”

A Lava Jato, deflagrada em março de 2014, atacou um pesado esquema de corrupção e cartel instalado na Petrobras. A Operação reuniu a Polícia Federal, a Procuradoria da República e a Receita, em alto grau de entrosamento com a Justiça.

Moro disse que a ideia é neutralizar os líderes das facções, isolando-os nas prisões. “Desenvolver uma política agressiva, não violenta, evidentemente”, revelou o futuro superministro.

Ele aposta na ampliação das bases de dados das instituições policiais. “O crime organizado tem que ser tratado com inteligência.”

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