FESTA DA BOA MORTE CACHOEIRA/BA

Com uma missa de corpo presente seguida de procissão pelas ruas centrais de Cachoeira (a 112 km de Salvador), a Irmandade da Boa Morte e Glória dá continuidade, nesta quarta-feira, 14, à festa que tem 199 anos e prossegue até o dia 17 de agosto.

A manifestação, iniciada no tempo da escravidão, é reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) desde 2010 como patrimônio imaterial da Bahia. O grupo está organizando a documentação para pleitear o reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com o gestor cultural Jomar Lima da Conceição, esse registro favorece a captação de recursos para a manutenção do festejo, que atrai turistas brasileiros e de outros países. “Este ano vamos receber verba da Secretaria estadual do Turismo, bem como apoio do município na estrutura como palco, filarmônica e outros grupos culturais”, afirmou.

A festa terá, nesta quinta, 15, uma programação especial no dia dedicado a Nossa Senhora da Glória, com alvorada festiva, missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário e procissão. “Na quinta começa também a parte profana, com feijoada e samba de roda”, enfatizou, salientando que dia 16 será oferecido o tradicional cozido à comunidade. No sábado, 17, o encerramento será com caruru, sempre animado por grupos de samba de roda da região.

O grupo já contou com até 150 membros, mas, nos últimos anos tem pouco mais de 20 mulheres. A renovação necessária para a continuidade trouxe seis novas integrantes este ano. “É muita emoção fazer parte desta organização. A gente se sente abençoada”, disse Mãe Nice Espíndola, filha de Nossa Senhora, como são conhecidas as mulheres da irmandade.

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