Cuba e EUA anunciam a reaproximação

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Enquanto Obama falava, o presidente cubano Raúl Castro também discursava para sua própria nação em Havana. Obama e Castro falaram ao telefone por mais de 45 minutos, na primeira mudança substancial para as discussões entre EUA e Cuba desde 1961.

O anúncio de quarta-feira foi resultado de mais de um ano de negociações secretas entre os EUA e Cuba. O restabelecimento das relações diplomáticas foi acompanhado pela libertação do americano Alan Gross e de um espião não que não teve sua identidade revelada. Já os EUA libertaram três espiões cubanos presos na Flórida.

Obama afirmou que as relações entre os dois países terão um novo começo a partir de agora. “Estamos tomando medidas para melhorar as relações comerciais e políticas com Cuba”, afirmou.

Em discursos concomitantes transmitidos para o mundo todo no início desta quarta-feira, os líderes de Cuba e EUA falaram sobre o embargo da nação americana à ilha caribenha, iniciado em 7 de fevereiro de 1962.

“Pedimos aos EUA para remover os obstáculos que há décadas acabam com os vínculos entre nossos povos”, disse o presidente cubano Raúl Castro, citando conversa que teve com Obama na noite anterior, marcando o início da retomada de relações diplomáticas entre os dois países.

“Os progressos alcançados entre nossos cidadãos e os norte-americanos demonstram ser possível encontrar soluções a muitos dos problemas da atualidade”, disse Castro.

Uma fonte norte-americana destacou que o papa Francisco e o Vaticano desempenharam papel fundamental como intermediários para a reaproximação entre os dois países. O papa também enviou carta com um apelo pessoal a Barack Obama e a Raúl Castro, e o Vaticano acolheu delegações dos dois países para finalizar a reaproximação.

Libertação

Alan Gross, preso pelo governo cubano desde 2009, foi libertado nesta quarta-feira (17.12) como parte de um acordo com Havana e que abre o caminho para uma grande reformulação na política dos EUA em relação à ilha, altos funcionários do governo disseram à CNN.

O ex-espião esteve preso por quase 20 anos no país comunista, disseram funcionários da administração Obama. O outro preso libertado é um homem não-americano, cuja identidade permanece em segredo de acordo com os funcionários, que falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a discutir o assunto publicamente.

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