Com a missão de subir, Charles afirma que está disposto a ‘dar tudo’ pelo Bahia

As rusgas do passado não terão atenção especial. Ao menos no que depender de Charles Fabian, novo técnico do Bahia. “Eu não conversei e não vou conversar, porque não tenho problema com ninguém”, respondeu Charles quando questionado se teria conversado em particular com atletas remanescentes de 2014, a exemplo de Maxi Biancucchi.

No ano passado, Charles treinou o Bahia no fim da Série A e, na última rodada, após perder do Coritiba, afirmou que alguns jogadores fizeram corpo mole para não jogar. Sem citar nomes, deu a entender que Maxi era um deles. “Vocês estão deduzindo jogador. Eu não citei nome de ninguém. De minha boca, vocês nunca ouviram. Esse assunto está enterrado. Tenho que viver o presente, não o passado”, enfatizou.

De fato, o presente já exige bastante de Charles. O Bahia é o 6º colocado na Série B, com os mesmos 48 pontos do Santa Cruz, em 4º lugar, e do Paysandu, 5º, porém com duas vitórias a menos que ambos. A missão é devolver o Bahia à Série A. “Em oito jogos, nós temos quatro na Fonte Nova. De todas as vezes que assumi o Bahia, essa é a vez que me senti mais prestigiado, porque fui colocado em um momento do clube que pode conseguir acesso. Em outras vezes foi para apagar incêndio”.

Campeão brasileiro pelo Esquadrão em 1988, o ídolo de 47 anos considera o momento especial na carreira. “Não pensei um segundo em dizer não. Essa é a oportunidade da minha vida se eu quero seguir como treinador e pode ter certeza que vou dar de tudo, especialmente por ser o clube do meu coração”.

Ontem pela manhã apenas os goleiros desceram para o campo. Os outros jogadores treinaram na academia, mas Charles já sinalizou que pretende fazer mudanças para a estreia contra o Oeste, dia 17, em Osasco-SP. Maxi, Yuri e Tiago Real estão suspensos.

“Quando se faz mudança no comando técnico, espera que alguma coisa mude. Se vai mudar escalação, atitude, comportamento, sistema tático, alguma coisa tem que mudar. Sérgio (Soares) trabalhava de uma forma, eu de outra. A filosofia é a mesma de trabalho, mas o pensamento sobre o futebol é outro. Não tenho dúvida nenhuma que vai ser uma equipe diferente”, afirmou o ex-auxiliar, que em dezembro de 2014 participou de um curso para treinadores promovido pela CBF e, em março, fez um intercâmbio no alemão Bayern de Munique.

O que aprendeu com Guardiola pretende colocar em prática no Fazendão. “Criticam aqui no Brasil quando o treinador faz trabalho repetido. Fiquei 15 dias na Alemanha e vi fazerem o mesmo trabalho todo o dia. Futebol, para mim, é repetição”, disse Charles.

Sentado ao lado na mesa, o diretor de futebol, Alexandre Faria, disse que tem planos futuros para o técnico. “É o treinador para essa temporada e já pensando para 2016. Charles teve uma participação importante nesses 10 meses, uma ajuda significativa principalmente no ataque. E o fato dele conhecer o grupo como poucos. Estamos muito seguros dessa decisão”, afirmou.

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