Cantora acusa taxista de agressão após assédio

Aiace Felix, vocalista da banda de forró Sertanília, acusa um taxista de tê-la agredido após sair do Commons Studio Bar, no Rio Vermelho, em Salvador, na madrugada deste domingo, 3

 

ela contou que estava saindo do estabelecimento juntamente com a irmã e uma amiga, quando um motorista de táxi, que estava na fila em frente ao Commons, assediou a irmã dela.

“Ele recorreu ao machismo diário. Chamou ela de gostosa, delícia… Essas coisas que incomodam muito. Esse tipo de assédio não é normal. Nós, mulheres, estamos tão vulneráveis”, declarou a artista.

Após as palavras proferidas pelo taxista, Aiace foi até ele e pediu “respeito”. No entanto, o homem teria ficado irritado com a repulsa da cantora e reiterou “o assédio” ao continuar com as palavras “machistas”.Aiace e as outras duas mulheres desistiram de falar com o condutor e seguiram andando. Só que, conforme a vocalista, o taxista deu ré de forma brusca para atropelar o trio. De acordo com ela, um homem que passava na hora a puxou e evitou que ela fosse atingida.

“Não satisfeito, o taxista saiu do carro, veio na minha direção e me deu três socos no rosto, atingindo meu olho direito, minha boca, meu ombro e meu pescoço. Como resultado, ganhei uma lesão na córnea e alguns hematomas pelo corpo”, contou ela, em uma publicação no seu perfil no Facebook. Depois, o taxista fugiu do local. As outras mulheres não foram agredidas.

Conforme Aiace, após o ataque, ela juntamente com as outras mulheres foram até a Delegacia da Mulher (Deam), no Engenho Velho de Brotas, para registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.).  Lá, foi informada que a Deam só poderia atender ocorrências nos casos em que a vítima tivesse alguma relação com seu agressor. Inconformada, ele foi até a 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho, onde fez o B.O. e recebeu os primeiros atendimentos.

A vítima foi para o DayHORC (Hospital de Olhos), na avenida ACM. Lá, foi constadada a lesão por meio de exame. “Já estou tratando. Há um incomodo muito grande nos olhos por conta desse machucado”, disse ela, que ainda foi ao Instituo Médico-legal (IML) para fazer exame de corpo de delito.”Machismo, burocracia, preconceito, despreparo. Nós, mulheres, ao sair de casa e muitas vezes dentro dela, estamos expostas a tudo, inclusive à possibilidade de não voltar mais”, lamentou a cantora.

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