A TECNOLOGIA PODE CAUSAR PROBLEMAS DE SAÚDE: CUIDADO

Conheça os principais danos e dicas para evitar ou, ao menos, minimizar os impactos nocivos da presença cada vez mais constante de gadgets no cotidiano.

O mundo todo já conta com 4,02 bilhões de pessoas conectadas a internet, segundo o relatório Digital in 2018, realizado pelos serviços online Hootsuite e We Are Social. Os usuários de celulares, por sua vez, somam 5,1 bilhões (68% da população global).

Porém, à medida que a tecnologia avança, o ser humano se torna cada vez mais refém e dependente dela. E não só isso. Também coloca sua saúde em risco por conta dos excessos. Veja a seguir quais são os principais problemas, além de dicas para evitar ou, ao menos, minimizar os seus efeitos.

Cabeça

No topo da lista de doenças causadas pelo uso descontrolado dos equipamentos tecnológicos, principalmente aqueles com acesso à internet, estão as psicológicas, que atingem um número cada vez maior de pessoas.

“Os comportamentos repetidos são assimilados pelo cérebro como algo que traz satisfação. Com isso, é estimulada a liberação de neurotransmissores como a dopamina, conhecida como o hormônio do prazer”, explica Cristiano Nabuco de Abreu, psicólogo e coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP).

O especialista exemplifica que jogar videogame por apenas oito minutos já faz com que isso aconteça. A interação no mundo virtual também ativa estes mecanismos cerebrais. “É praticamente a mesma sensação de quem frequenta cassinos e joga em máquinas caça-níquel”, acrescenta.

Olhos

No geral, o ser humano pisca os olhos em intervalos de cinco a dez segundos. No entanto, quando passa muito tempo em frente à terminais de vídeo, essa ação é diminuída em até dez vezes – deve-se ao fato de ficarmos muito fixados ou concentrados na atividade que estamos realizando.

“Nosso olho foi feito para piscar. Isso é importante para lubrificá-lo. Quando não piscamos, sentimos desconforto, pois ocorre ressecamento, diminuição da acuidade visual, embaçamento, ardor e vermelhidão”, comenta Wallace Chamon, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Além disso, ultimamente alguns estudos têm sugerido que o exagero no uso de dispositivos eletrônicos aumenta o risco de miopia. “Existem indícios, mas ainda sem comprovação”, afirma o médico.

Segundo ele, uma das explicações para isso é que, quando estamos em frente a monitores e telas, temos de fazer um maior esforço acomodativo para perto, o que pode induzir ao crescimento do globo ocular, causando o problema de refração.

Ouvido

É cada vez maior o número de pessoas que utilizam fones de ouvido, seja para escutar música, programas e notícias ou estudar. O problema é que a utilização em excesso traz sérios danos aos ouvidos.

Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, de São Paulo, relata que são dois os fatores responsáveis: intensidade (ou volume) e tempo de exposição. “Até 70 decibeis está tudo bem; o risco se dá a partir de 80 decibeis. E ficar muitas horas seguidas com o fone também é bastante prejudicial”, afirma.

As consequências disso são dor de cabeça, zumbido e perda de audição, que pode ser progressiva e irreversível. Para evitá-las, é fundamental escolher um acessório de qualidade, com certificação dos órgãos competentes, e utilizá-lo com moderação, sempre respeitando os limites de volume e tempo.

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