Salvador registra ventos de 49 km/h

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O vento forte e a chuva persistente devem continuar durante todo o dia e o clima de inverno permanece na cidade, pelo menos, até esta terça-feira (4), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A rajada de vento chegou a 49 km/h em Salvador, por volta das 5h desta segunda-feira (3). De acordo com o instituto, o vento mais forte é comum para essa época do ano.

Segundo a meteorologista Claudia Valéria, a média de ventos em Salvador é de 8 a 10 km/h. “Hoje pela manhã, às 5h, o vento teve rajada de 49 km/h, o que a gente já considera uma rajada significativa e acaba trazendo uma resposta do mar”, pontuou.

Por conta do vento forte, a Marinha emitiu um alerta de mau tempo, que pode influenciar na navegação. Segundo a Marinha, na área marítima compreendida entre Caravelas, Sul do estado, e Salvador a previsão é de vento forte, com rajadas, até as 21h desta terça. Entre Cabo Frio (RJ) e Natal (RN), a previsão é de mar grosso, com ondas entre 3 e 4 metros, até as 21h da próxima quinta-feira (5).

Ainda de acordo com Claudia Valéria, a temperatura mínima deve ficar em 20,6 ºC. “A tendência é que os próximos dias tenham as temperaturas mais baixas. A temperatura máxima não se eleva, fica numa temperatura mais amena”, explica. O dia mais frio do ano foi registrado no dia 27 de junho, quando a temperatura chegou a 19,6 ºC durante a madrugada.

A média de chuva prevista para julho é de 175 mm. Nesta segunda, até as 9h, choveu 13 mm, segundo o Inmet. Em junho, choveu 105 mm, cerca de 43% do esperado para o mês. “Julho e agosto têm essa chuva mais persistente e vento mais forte que trazem essa sensação de inverno”, completa a meteorologista.

De acordo com Cemaden, o local que mais choveu nesta segunda foi o bairro da Federação, com 15,96 mm, seguida do Centro (15,39 mm), Rio Sena (14,59 mm) e Valéria (14 mm).

E para fugir do mau tempo vale tudo, desde se espremer na parada de ônibus para fugir das chuvas e dos fortes ventos, até, mesmo a contragosto, tirar o casaco esquecido no armário. “Eu sempre acredito que o tempo vai mudar, por isso acabo deixando o guarda-chuva e o casaco em casa. Hoje foi diferente porque o tempo fechou de vez”, disse a professora Fabiana Santos, 37 anos.

A corretora de imóveis Deusa Torres, 43, esperava o transporte de volta para casa em um ponto de ônibus no bairro do Rio Vermelho. Cuidadosa, além de acolher os filhos bem próximos dela para espantar o frio, protegeu os pequenos Beatriz, 9, e Willian, 6, com capas de chuva e galochas. “Esse tempo fechado atrapalha tudo. Só saio de casa com todo mundo protegido”, pontua ela.

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